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Geral - Fundação Municipal de Vigilância e Trânsito (NAVETRAN)

Município contesta informações da empresa sobre terceira rampa do Ferry Boat

Autoridades entendem que construção de uma nova rampa, ao lado das duas existentes, não resolve o problema das filas do ferry boat e põe em risco a navegação. Uma das soluções seria mudar o local da travessia.
Data de inclusão: 21/01/2020 14:30

Esta semana a empresa NGI Sul, que realiza o serviço de travessia entre as cidades de Itajaí e Navegantes via Ferry Boat, divulgou uma matéria jornalística, através de sua Assessoria de Comunicação, sobre o projeto de construção de uma terceira rampa de acesso para veículos realizarem a travessia, alegando que o projeto já está pronto, aprovado pela Prefeitura de Itajaí e Porto e que agora só depende da Prefeitura de Navegantes para poder iniciar a execução da obra.

O município de Navegantes, por sua vez, vem a público esclarecer os fatos e elencar alguns dos motivos pelo qual, se posiciona contrário a implantação de mais uma rampa de ferry boat no Centro da cidade, já que tal medida pode até resolver o problema da empresa, mas que pode instaurar um caos na mobilidade urbana na região central do município, pois vai aumentar ainda mais o número de veículos que entram e saem pelo “acesso do ferry boat”, como atualmente acontece em horários de pico, vésperas de feriados e quando ocorrem acidentes nas BR’s 101 e 470. O trânsito fica totalmente parado em função da fila do ferry boat, prejudicando os usuários e principalmente a população navegantina, que não consegue se deslocar para o trabalho, comércio e suas residências.

Conforme o secretário Johnny Coelho, responsável Secretaria de Segurança e Defesa Social de Navegantes, a empresa, o Município e até o Ministério Público estão engajados em encontrar soluções que resolvam ou pelo menos, amenizem este problema, mas que neste caso, a empresa só esta preocupada em resolver parte do problema, que é aumentar a quantidade de vagas de embarque e desembarque de veículos, deixando todo o transtorno para que o município resolva.

O secretário pontua que atualmente a empresa não possui nem autorização para realizar o serviço, já que perdeu na Justiça, em Brasília, o monopólio e a concessão do serviço de travessia e que agora cabe ao Estado realizar o processo licitatório para a concorrência pública entre as empresas, sendo que o prazo legal para publicação do edital já expirou.

Sobre a viabilidade de implantação de uma terceira rampa do lado das existentes o secretário alega que a distância entre as embarcações que realizam o serviço é muito pequena e aumentaria, em muito o risco de acidentes. Também, teria que demolir e indenizar o prédio comercial que fica nas esquinas da Rua João Emílio com a Avenida João Sacavem, onde atualmente funciona a loja da TIM e outros comércios, pois não existe espaço necessário para isto e mesmo assim não resolveria o problema das filas. Na opinião dele, que é compartilhada por outras autoridades, a solução seria construir esta terceira ou até uma quarta rampa no terreno que fica entre a empresa Leardini e o Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar, com uma pista exclusiva para tal finalidade na via portuária. No local, segundo um estudo prévio, caberiam até 300 veículos estacionados na fila, sem atrapalhar a entrada da Portonave e sem comprometer o fluxo de veículos de uma maneira geral. Além disso, a travessia naquele local não iria atrapalhar a navegabilidade do rio, principalmente com relação as embarcações de pesca e entrada e saída de navios, já que a previsão é que com a nova bacia de evolução a quantidade de navios aumente em números e no tamanho dos navios. “Nossa proposta é que naquele ponto sejam feitas as travessias de veículos e aqui no Centro fique os ferry boats para travessia dos pedestres, bicicletas, motos e veículos de emergência. Assim, todo este transtorno seria evitado, sem comprometer a segurança dos moradores e da navegabilidade do Rio Itajaí-açu.

 

O que dizem as autoridades Portuárias e a Marinha

Ao contrário o que diz a matéria, o Porto de Itajaí se manifestou, informalmente, que não emitiu nenhuma opinião sobre a terceira rampa e acredita que essa terceira rampa, onde estão as outras duas, seja inviável pelo risco a segurança aquaviária.

Nas primeiras reuniões com os representantes da Superintendência do Porto de Itajaí para a vinda de navios maiores para cá, foi conversado com o Capitão dos Portos e o Delegado da Capitania dos Portos sobre a questão do ferry boat, e eles alertaram sobre o perigo da navegabilidade dessas embarcações juntamente com os barcos e os navios de grande porte.

O município de Navegantes esclarece a todos, que está engajado, juntamente com o município de Itajaí e autoridades portuárias, na busca de uma solução viável e duradoura. “Nosso principal objetivo é resolver o problema da cidade em um todo, queremos o bem-estar de nossa população, e não faremos nenhuma negociação com a empresa, seja a que está executando o serviço sem as devidas licenças de concessão ou de outras que possam ganhar a futura licitação”, enfatiza o secretário.

Texto: Fernando C. de Souza – SC 00980 JP

Secretária de Comunicação Social: Jornalista Maila Santos

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